domingo, 8 de novembro de 2009

Trezentas e cinquenta coisas

Negócio é o seguinte cara, eu queria te dizer bem umas trezentas e cinquenta coisas. Coisas sobre como eu estou, como eu ando me sentindo, coisas que no fundo nem eu mesma entendo. Coisas além da minha compreensão. Queria vomitar todas minhas palavras em cima de você, assim arrancaria vinte toneladas de cima dos meus ombros. Queria dizer o quão estranho é quando você vai embora, quando você entra no elevador e eu não consigo dizer as únicas palavras que eu gostaria de ter dito, afinal, te chamei aqui por causa delas. E foi ficando assim. Eu te segurando em meus braços pra não te deixar ir pra tentar dizer o que eu preciso e você simplesmente indo. Só mais um abraço vai, mais um pra eu tentar dizer as palavras que eu queria. Fiz uma festa nossa pra no final ser perfeito e as palavras saírem numa perfeição absurda, mas nada. Nada delas escorregarem pra fora da minha boca. E foi indo assim. Você precisando entrar naquele elevador e eu precisando te dizer duas mil coisas, mas nada disso aconteceu. mais um abraço, um beijo e um carinho. Eu preciso te dizer, eu preciso que você entenda, preciso que você queira muito mais do que eu quero. E eu preciso ser forte, preciso não ter esperanças e preciso ter coragem pra não ter esperanças. E preciso seguir. E te abraçar mais uma vez, sentir seu cheiro mais uma vez, sentir seu gosto mais uma vez, assim a toa, como se eu não quisesse passar o resto da vida com isso, passar o resto da vida sentindo só o seu gosto, que no final das contas, é o único que eu sei apreciar. O único que faz me perder em pensamentos. Nunca achei que fosse ser assim, quer dizer, você era só um menino novo na minha vida que queria passar um tempo comigo. Agora ta assim, que quer tomar toda a minha vida com pensamentos e atos que me perturbam. Eu precisava ter dito aquelas coisas que estavam em minha cabeça, eu deveria ter despejado tudo em você e ter te deixado maluco tentando achar uma resposta razoável. Teria tirado dez toneladas dos ombros, passaria toda a carga de responsabilidade pra você, porque assim, não aguento mais viver minha vida em função de pensar nisso tudo. mais um abraço e com certeza vou dizer tudo que eu quero e preciso. Abro a porta. Mais um beijo, um cheiro no seu pescoço e ai vou dizer aquilo tudo e você vai embora. Nada. Eu te prendi em meus braços, te apertei muito forte como se nunca mais fosse te sentir novamente. Você apertou o elevador, dei graças a Deus que demorou pra chegar, pude te olhar sorrir mais um pouco. O elevador chegou, te olhei apertar o térreo e se olhar no espelho pra arrumar o cabelo e a cara de quem acabou de acordar ao meu lado. Você me beijou mais uma vez, segurei a porta pra te observar por mais um tempo, sentindo medo de que talvez fosse a ultima vez que o veria assim de tão perto. Te olhei com uma cara triste e você sem nem entender queria ir embora logo. Eu precisava cara, precisava de verdade despejar isso tudo em você, dividir a carga de responsabilidade de minhas palavras. Eu precisava fazer você entender de uma vez por todas que não existe outro lugar pra você no mundo que seja longe de mim. Você até pode arranjar trinta e quatro pessoas que te fazem bem tanto quanto eu fazia, mas não. Não existe. Teu lugar é aqui. No meu abraço, no meu espaço entre o queixo e o ombro, onde você tanto gosta de deitar quando as coisas não vão bem. Teu lugar é dividindo o meu travesseiro, minha coberta, minha vida. E assim, não adianta você arranjar mil motivos pra não me querer, você vai sempre ter um, e é bem nesse que você se apega com todas as forças e volta. Porque você sempre volta. Mais cedo ou mais tarde. A porta do elevador foi fechando e eu apenas disse: “ah, eu não queria te dizer nada mesmo”. Você não entendeu nada, fechou a porta, disse “eu te amo” e fugiu da minha vida. Cara, eu precisava dizer, precisava contar o que se passa aqui dentro. Te chamei aqui não pra te abraçar e dizer que te amo, eu precisava unicamente e desesperadamente te dizer: por favor, fica comigo pra sempre.

sábado, 7 de novembro de 2009

É você

Pra quando você saiu.
Agora é um fato. Antes já era, mas agora é fato fato. Eu preciso de você. Essa noite. Noite que vem. Todas as noites. Não te quero pela metade, quero e preciso em tempo integral. Eu sei que é você, sei pelo jeito como você me olha no escuro, tentando pegar cada frestinha da janela por apenas olhar, sei pela maneira como você me abraça e beija minhas costas, tão terno e carinhoso. Sei pelo jeito como você dorme de conchinha todo grudado, me aperta com tanta força como seu fosse sair correndo de você. Sei pelo seu cheiro tão inebriante, esse que você vive deixando por ai, até no meu travesseiro. Sei apenas por você existir, o simples fato de você ser alguém no meu mundo já me faz sentir que é você. É você aquele príncipe no cavalo branco que eu sempre sonhei quando era mais nova. É você o menino do olhar tão bonito e da boca tão bonita que serve pra dizer palavrão o tempo todo e dizer que me ama. Que me ama. Que me odeia. Enquanto eu achava ser um sonho ter você dormindo comigo, ainda meio sonolenta, ainda não querendo acreditar, você disse a coisa mais bonita: "eu te amo muito". Assim, perdido, a toa, querendo apenas dar uma passeada pelos meus ouvidos. E que bom ouvir isso, sentir o calor das suas palavras, senti falta disso. Eu também te amo muito. E é por isso que eu tenho a total certeza de que é você que faz meu mundo ser todo colorido e cheio de jardins. É você que torna tudo bonito, tudo tem sentido, até o barulho dentro da minha cabeça que não me deixa dormir há dias. Sei de tudo isso porque a maneira como você faz meu mundo girar é uma coisa anormal. Sei simplesmente por saber. Sei pelo fato de nosso amor ser uma coisa anormal, mas no sentido bom, no sentido de eu ser completamente louca por você e isso ser reciproco. Sei apenas por saber.
Todos os bilhetes amassados, descolados da parede com uma raiva estrondosa, deixados sem amor nenhum em cima da mesa eram pra você, tinha tanto amor ali, fiz uma lista grande dos motivos pelos quais ainda amo você. Mas foram deixados ali, total descaso. Você os pegou, desamassou e leu com tanto carinho. E depois, você só queria me abraçar e pedir desculpas por estragar mais uma vez os planos. E você me abraçou. E ficamos assim. Um amando o outro muito mais do que em qualquer outro momento nesses dezessete meses. Um querendo o outro mais que qualquer coisa no universo.
Depois que você saiu, eu apenas continuei dormindo - mesmo sozinha -, querendo que isso aconteça todas as noites. Porque agora é fato. É você.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fiz uma lista com exatamente 43 motivos pelos quais eu (ainda) amo você. Mas assim, não é nada novo, nada que você ainda não saiba. Mas sabe como é, me sinto bem listando os motivos pelos quais eu não vou desistir de você. Então assim, quando você quiser voltar pra onde sempre foi seu lar, volta aqui. Volta vai.
Por que isso? Por que toda vez que eu entro no elevador eu sinto o seu cheiro? Assim, as pessoas não poderiam ter o seu cheiro, ele tinha que ser só seu poxa. Fica difícil. Bem quando eu resolvo que não vou pensar em você nenhum minutinho do meu dia sinto aquele perfume que só você sabia ter. E ai? O que eu faço? Eu tenho vontade de pegar o celular e te ligar, mas não vou. Não vou. Então fica assim cara, você para de deixar seu cheiro por ai e eu paro de ficar me corroendo achando que eu devo te ligar. Estamos combinados? Estamos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Que transborda

Assim, não que eu me importe tanto que vá morrer de tristeza. Eu me importo, me dói, sabe como é? Me sinto feliz as vezes, ridícula outras vezes e triste algumas poucas vezes. Mas dói. Mas não me importo tanto assim. Quer dizer, você me ama certo? Certo. Eu te amo certo? Certo. Então o que falta? Final feliz? Certo. Assim, até dói, mas não que seja uma coisa que vá me matar. Sempre tenho essa vontade louca de pegar o telefone e dizer duzentas e sete mil coisas sobre como é bom amar você, e me seguro na cadeira, me tranco no banheiro pra não fazer isso. Outras vezes quero arranjar pelo menos um motivo, um bobo e tolo, qualquer um, pra ficar longe de você, longe do tipo te esquecer e fim e adeus e nada mais. Mas ai vem uns... trezentos e cinquenta e sete motivos pelos quais eu sou apaixonada por você (ainda). Ai assim, tudo aquilo desaparece e eu volto a ser completamente louca por você. E ai eu consigo seguir minha vida, querendo dizer tudo mas não dizendo nada. Melhor assim. Você sabe que eu te amo e eu sei que você me ama, no fundo parecemos adolescentes mas, mais no fundo ainda eu apenas quero ficar com você. Simples assim cara. Simples, direto e reto. E não me venha com essa historia de poupar esforços. Não tenho dessas não. Eu quero apenas a felicidade enorme que você deixava transbordar aqui dentro, fazia nascer flores, jardins, e tudo. E não adianta dizer que tudo está perdido, "quando tudo está perdido sempre existe um caminho", não é assim que funciona? Olha só cara, eu descobri uma coisa que mudou tudo: eu descobri que há possibilidade de eu ser muito feliz sem você, a questão é: eu quero você compartilhando essa felicidade comigo. Quando você não está, eu sou feliz pela metade, quando você aparece, sou feliz por inteira, transbordando e vazando.

domingo, 1 de novembro de 2009

Você pode ir

Você pode ir. Sério. Juro. Pode ir. Pode ir pra sua felicidade, seu futuro, seus sonhos. Mas sabe, esse espaço vazio ao meu lado é seu, sempre foi, sempre será. Não importa quantas voltar o mundo dê. Quantas pessoas apareçam. Quantas pessoas irão ocupar esse vazio que é seu. Não importa. Ele sempre será apenas seu. Você sempre soube ocupar bem. Você o fazia parecer mais colorido, cheio de flores e jardins, cheio de paz. Alguém um dia aparecerá e vai querer ter espaço que é seu. Posso até fingir uma paixão de alguns minutos. Tenho bastante disso. Essas paixões que duram dois segundos, nunca mais que isso. Não depois de você. O máximo que aconteceu foi um minuto. Não tempo o bastante pra deixar esse vazio aqui do meu lado pra um outro alguém. Pode ir. Vai mesmo. Vai mas volte. Se um dia quiser, eu ainda quero tanto. Sempre quis. Não minhas paixões de dois segundos, mas a minha paixão da vida toda. Esse espaço entre eu e o nada é apenas seu, desde o dia da flor. Nunca ninguém o pegou de ti. Muito pelo contrario, ele cresce. Tem o espaço da minha cama, do meu travesseiro, da minha roupa, do meu corpo, da minha mente. Nossa. Tem muito espaço. Sempre o seu lugar. O de mais ninguém. Você pode ir. Teu lugar eu deixei escrito algo com é-dele-e-ninguém-mexe. Algo com muito amor, o teu lugar. Não importa quantas voltas o mundo insista em dar, não precisa ter medo de se perder por ai, eu te acho, sempre acho. Você pode ir. Mas seu lugar é aqui, nesse vazio, na minha cama, no meu corpo. E não importa se minhas paixões durem dez minutos ou dez anos, será sempre seu.
Sabia que hoje ouvi o Chico cantar? É. Nessas tardes em que o sábado mais se parece com um domingo cansado e ensolarado. Chico cantou e eu viajei durante minutos que mais pareciam horas. Temos um espaço no Chico também. Depois de te ver indo pra longe comecei a me apegar ao Chico, sinto falta dele. Você sente também? Chega a ser inexplicável nosso cantinho no Chico. Esse canto nas tardes em que o sábado mais parecia um domingo chato ensolarado. Eu quis sair correndo e dizer que agora eu entendo o Chico. Cada letra, acredita? Agora podemos ter um espaço maior no Chico. O nosso espaço. Pode ir, o nosso lugar com Chico ficará guardado.
Você pode mesmo ir. Pode realizar sua lista de sonhos. Pode aproveitar toda a beleza da sua vida. Pode conhecer milhares de pessoas. E ainda assim esse vazio seria só seu. O vazio que me faz dormir de um lado da cama, de um lado do sofá-que-não-é-sofá. O vazio que me faz procurar sua camiseta toda vez pra dormir - de certa forma- em você. O vazio que me faz olhar todos os dias os milhares de papéis em que você escreveu "eu te amo". O vazio que me faz procurar a todo segundo um motivo pra te odiar. E quanto mais tento te odiar, mais te amo. Quanto mais eu te amo, mais me odeio. E assim segue. Você. Eu. Um vazio enorme com o seu nome. Alguns sentimentos aqui e outros ali. Uma viagem. Uma cidade. Um sonho. Você pode ir. Mas vai voltar. Não hoje, não amanhã, talvez nunca mais. Você pode até não voltar pessoalmente, mas em pensamento você sempre estará dividindo a cama comigo enquanto eu uso sua camiseta roxa toda velha ao mesmo tempo que você vira pro lado pra dormir e diz "gruda em mim".

Gruda em mim?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Uma (grande) nota sobre a (minha) desistência

Acho tão triste esse negócio de desistir. Mas não me resta outra alternativa a não ser essa. Desistir mesmo sabe como é? Largar de lado, num canto escuro e esquecido. Talvez daqui uns... 3 meses ou 4 anos eu tente lembrar e descubra que ainda sinto qualquer coisa que me faça ir atrás. Mas não agora, não hoje, nem amanhã e nem na semana que vem. É simplesmente o fim. Coisa estranha de se dizer ? Afinal, sempre imaginei o nosso fim bem diferente disso. Imaginei você indo embora mas querendo mais que qualquer coisa no mundo que eu apenas diga: "fique". Imaginei muito choro, muita lágrima e muita tristeza - não essa que vivemos agora. Imaginei muitos abraços, muitos beijos, muitos carinhos. Não essa coisa fique-longe-de-mim-pra-sempre-eu-te-odeio. Não. Estava mais pra eu-te-amo-eu-vou-mas-quero-você-pra-sempre. Ou algo do tipo. Não essa bagunça toda em que uma hora você me ama e na outra me odeia. Nada disso, longe disso. Talvez um pouco de magoa, um pouco de tristeza, um pouco de amor, um pouco de tudo. Mas esse negócio de desistir não me agrada. Mas que outra solução pra esse problema que não isso? Eu luto até onde precisar, até cada mínima parte do meu corpo não aguentar mais. Até eu sufocar de dor, mas continuo. Agora já não tem mais essa coisa não-importa-o-que-aconteça-eu-não-vou-desistir. Que nada. Eu desisti mesmo. E sabe o que mais? Não faço como você que diz apenas eu-não-sofro-mais-por-você. Não. Eu digo: eu sofro mesmo, eu choro mesmo, eu me odeio (as vezes) mesmo, nunca precisei negar nada pra você. E assim como você disse, desde o dia que isso tudo acabou, eu continuo dizendo: eu te amo. que agora eu acrescento mais algumas palavras: eu te amo... mas eu desisto.

Uma breve (porém importante) nota sobre o amor

Eu vim aqui porque quando se percebe que se quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da vida comece logo. E o negócio é o seguinte, a ideia não é você desistir, quer dizer, eu te amo você me ama a gente se ama e ai? Pode até parecer idiota: mas quanto mais eu falo pra você desistir, mais eu quero que você me ame, que me queira, é apenas um jeito tonto de dizer pra você ficar... e ficar... por uma hora, um dia, um mês, pra sempre... apenas... ficar!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Desistir ou qualquer coisa assim...

Desistir é sempre a alternativa mais plausível. Dizer "adeus e até nunca mais". Tão fácil, moleza. Vou apenas dizer que acabou e pronto. Fim. Adios. Isso não vai dar certo, eu digo pro meu coração. Larga a mão de ser burro cara, a fila anda, a vida continua, as flores ainda crescem e o mundo não vai acabar, sério. Mas que nada, ele não me ouve mais. Que coisa mais desesperadora. Desistir é sempre a opção que chama a atenção, a mais tentadora. Lutar pra que? Correr em círculos e acabar beijando a própria bunda pra que? Pra nada. Nunca teve fundamento algum tanto sofrimento pra nada. Afinal, o que você me da em troca? Algumas ligações pra espionar minha vida? Eu quero mais que isso. Passar poucas noites aqui pra ter um corpo quente ao seu lado quando a madrugada esfriar? Eu quero isso todos os dias. Uma mensagem ou outra dizendo algo ruim? Não aguento mais isso. Ligar de volta quando eu ligo e você não atende? Isso é educação e não vontade. Ta vendo só? Eu tenho tantos e diversos motivos pra desistir. Nunca fui muito fã de pessoas assim. Desistir é fácil, é mais fácil sofrer logo de uma vez do que correr atrás pra ser feliz. Mas é assim que deve ser. Não é uma coisa que eu queira, lógico. Nos meus planos nunca esteve escrito que eu iria desistir. Eu até disse à você uma cinco ou seis ou vinte vezes que não iria desistir. Mas e ai, me diz: continuar porque? Essa é a parte triste, a parte em que todos sofremos e choramos. Desistir é fácil. Fracassar também. O fracasso de correr atrás e parar no nada, no vazio. Nunca entendi o sentido de lutar em vão, minha alma não se contenta com o fato de lutar. Eu luto e ponto. E ai? Algo vai mudar? Você vai me amar mais por isso? Vai me amar absurdamente pelo fato de que eu lutei, chorei, sofri e morri? Cara, eu queria ser feliz. Eu não queria ter que desistir. Essa definitivamente é a atitude mais idiota que tomei. errei, consertei, errei maior ainda. Mas nada, está me ouvindo? NADA é mais idiota que isso. Desistir. E não seria apenas de você ou da felicidade que tínhamos. É do futuro. Dos planos. Cara, eu que tinha tantos planos. Aqueles bem idiotas mesmo: apartamento, família, cachorro e emprego. Desistir. Na minha cabeça eu enxergo A e B, onde A é morrer de amor e B é desistir. A segunda opção ainda me é muito mais atraente. Desistir é fácil, vem logo todo o sofrimento de uma vez, mata o amor e a esperança, acaba com os sonhos, mas passa. Uma hora isso tem que passar. E quanto menos você demonstra querer que eu não desista, ai é que eu desisto mesmo. Quer dizer? Eu não do tipo que nada pra morrer na praia. Ou 8 ou 80. Ou você ou o nada. E agora, nesse exato momento eu prefiro o nada, o buraco, nem o sim, nem o não e nem o meio termo. O nada. O verdadeiro nada. A neutralidade de tudo que eu sinto. Porque no final, tudo é sofrimento mesmo. E é tudo correr em círculos e acabar beijando a própria bunda. É o nada. Eu posso dizer: eu desisto.
That is so true.